A brincadeira não é apenas passatempo


Além de distração, brincar contribui para o desenvolvimento intelectual e ajuda nos primeiros contatos da criança com o mundo

Estudiosos da psicanálise indicam que o ato de brincar ajuda na criação da concepção de mundo das crianças, além de privilegiar a capacidade de criatividade e autenticidade do viver. Maria Helena, psicanalista do CPPL (www.cppl.com.br), reforça a importância das atividades lúdicas na rotina dos pequenos, pois é a partir da brincadeira que a criança começa a se relacionar com o mundo e com os objetos ao seu redor. “Uma brincadeira espontânea é o momento de fazer novas amizades, se relacionar com outras crianças. E tem fundamental importância no desenvolvimento psicológico infantil”, explica.

Além disso, essas atividades abrem espaço para fantasias e podem propiciar as condições que enriquecem o desenvolvimento intelectual. No entanto, uma preocupação iminente na vida moderna é a de que os pais preenchem os momentos de lazer dos filhos com várias atividades, o que pode impedir o desenvolvimento dessas brincadeiras espontâneas. “Muitos pais optam por ir ao shopping, cinema e parques e não valorizam o momento livre”, alerta a psicanalista.

Maria Helena acrescenta a importância de introduzir alguns jogos às brincadeiras livres. “Eles também são importantes, pois através das regras as crianças se confrontam com os limites e respeito ao adversário. São as primeiras experiências de competição e, a partir daí, pode-se perceber as dificuldades e medos do indivíduo.”

Apenas quando a criança apresentar alguma dificuldade de relacionamento é que começa a ser necessária a intervenção de um profissional da área. Para evitar que isso ocorra, Maria Helena recomenda deixá-las livres nas ocasiões de brincadeira. Ela aconselha os pais a favorecerem esse momento, reunindo o filho com outras crianças, reservando um bom espaço para a diversão e, o mais importante, deixando acontecer.
 

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