Dilema de mãe: a escolha do berçário


A chegada de um bebê é um momento de grande transformação na vida do casal. São muitas as alegrias, mas também preocupações com o novo membro da família e uma delas é saber em quem confiar para cuidar da criança assim que acabar a licença-maternidade da mãe. Atualmente, grande parte das mulheres está no mercado de trabalho, o que torna o momento cada vez mais comum entre as famílias, mas essa separação não é fácil.

Alguns casais têm a opção de deixar o bebê com a avó, outros preferem contratar uma babá e há ainda aqueles que optam pelo berçário, que tem como vantagem a presença de profissionais que podem estimular o desenvolvimento dos bebês, mas que deve ser escolhido com bastante responsabilidade.

Para a Coordenadora Pedagógica do Colégio Itatiaia, Eliana Fernandes, primeiro é preciso que os pais conheçam a proposta da escola e se está de acordo com o que eles esperam para o seu filho, pois existem muitos berçários e, em geral, eles parecem ser todos iguais. “Normalmente as estruturas são similares, mas os detalhes farão toda a diferença. É imprescindível que o ambiente seja acolhedor e que os bebês se sintam confortáveis e seguros neste lugar para que se desenvolvam bem nos diversos aspectos: afetivo, motor, cognitivo e social”, explica.

Assim, é importante prestar atenção se o berçário oferece segurança aos bebês e condições de satisfazer suas necessidades fisiológicas. A limpeza e a higiene do local também devem ser cuidadosamente observadas para evitar disseminação de doenças contagiosas entre as crianças. Outro aspecto, mas não menos importante, que Eliana aponta é a afetividade entre os educadores e os bebês. “Os pais devem analisar como os profissionais tratam os alunos e se há um trabalho pedagógico além do cuidar, uma vez que a fase mais importante para o ser humano são os primeiros anos de vida. Nessa idade, a criança precisa da convivência com adultos que a façam sentir-se seguras e com os quais possa construir um relacionamento de confiança”, explica.

Além de cuidado e carinho com as crianças, para a pedagoga, é fundamental que os profissionais tenham formação na área e estejam sempre empenhados em aperfeiçoar seu trabalho. “O cuidar e o educar nunca se separam, eles sempre estarão correlacionados. É primordial que os profissionais que atuam nos berçários tenham formação universitária em pedagogia e que, além disso, a escola faça um trabalho de formação continuada e dê um apoio pedagógico, para que o trabalho contemple o cuidar e o educar em todos os momentos”, recomenda.

Em relação à estrutura do berçário, é indicado que existam ambientes variados nos quais as crianças possam brincar e explorar diversas situações diferentes. O chão, de preferência, precisa ter tatames ou piso de borracha e os brinquedos devem estar localizados de forma que os bebês tenham acesso a eles. A existência de um parque ou solário permite que os pequenos possam tomar banho de sol e ter contato com a natureza.

Já o refeitório deve ser equipado com cadeirões que precisam ser constantemente limpos e é necessário também ter um local de repouso, com berços para que os bebês possam descansar, e um trocador para que seja feita a higienização de forma individual. Além disso, é importante observar se existe circulação de ar e boa iluminação nos ambientes e se há aquecedores, umidificadores e janelas com telas.

Outro espaço fundamental no berçário que, segundo Eliana, os pais devem prestar bastante atenção, é o lactário, lugar adequado para a manipulação dos alimentos. “O acesso ao lactário deve ser exclusivo aos profissionais que ali trabalham, seguindo as normas da vigilância sanitária. A presença de uma nutricionista para acompanhar e coordenar a alimentação dos bebês é também muito importante”, aconselha.

Alguns berçários oferecem ainda diferenciais que podem ser decisivos na hora da escolha como, por exemplo, a existência de câmeras no ambiente comum, para que os pais possam ver em tempo real o dia a dia de seus filhos ou momentos com especialistas como: aulas de música, recreação em inglês, educação física e atendimento com um profissional que possa estimular a prática psicomotora dos bebês.

Feita a escolha, vale ressaltar que o acompanhamento da família deve continuar. O conselho da educadora é que os pais permaneçam constantemente atentos ao comportamento da criança e ao trabalho realizado pelo berçário. “A confiança será construída aos poucos, considerando que o processo de educar se dá a partir de uma parceria entre escola e família. Ela precisa ter ciência do que deseja para seu filho e os profissionais precisam ser sinceros e ter transparência em relação ao que acontece no dia a dia do bebê, sempre informando aos pais o que for relevante para o bem-estar e dando suporte pedagógico quando necessário”, completa.

Mais informações: (11) 3885-1165 / www.colegioitatiaia.com.br

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